sábado, 31 de julho de 2010

Alemanha lança satélite para fazer mapa tridimensional da Terra

Satélite TanDEM-X (foto: Eads Astrium/M. Pikejl)

TanDEM-X vai voar em formação com o quase idêntico TerraSAR-X


Foi lançado em órbita nesta segunda-feira o satélite TanDEM-X, com a missão de compilar o mais preciso mapa em três dimensões da superfície da Terra.


O radar alemão vai voar em formação com um outro satélite idêntico, chamada TerraSAR-X, lançada em 2007.


Juntos, os dois satélites vão medir a variação de altura em todo o globo.


O mapa em três dimensões poderá ser usado para vários fins, entre eles, auxiliar aviões militares a voar em alturas extremamente baixas e ajudar equipes de resgate a avaliar onde foram os piores estragos após um terremoto, por exemplo.


“Nosso objetivo é gerar um modelo com resolução e qualidade que não existem hoje”, explicou Vark Helfritz, da empresa de imagens por satélite Infoterra GmbH.


“Este será um produto verdadeiramente global e ‘sem costuras’ – não será uma ‘colcha de retalhos’ de dados enviados por diferentes satélites e colocados juntos”, disse ele à BBC News.


O TanDEM-X foi levado para o espaço por um míssil balístico intercontinental adaptado, partindo do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.


Órbita


O foguete foi lançado às 5h14 da manhã, hora de Brasília, e um sinal confirmando a separação do satélite foi recebido 29 minutos depois, por uma estação de rastreamento na Antártida.


O novo satélite foi colocado em uma órbita polar paralela à órbita do TerraSAR-X, cerca de 514 km acima do planeta.


“É a primeira vez que dois satélites foram colocados em formação tão próxima”, disse o brigadeiro Thomas Reiter, ex-astronauta e atual membro do painel executivo do Centro Aeroespacial Alemão (DLR).


“Suas órbitas os aproximam com um mínimo de distância de cerca de 200 metros. Isso será bastante desafiador para os controladores da missão, como você pode imaginar.”


Os radares vão emitir pulsos constantes de microondas contra a superfície do planeta. Ao medir o tempo que sinais levam para retornar à sua fonte de origem os instrumentos determinam as diferenças de altura.


O fato de os dois satélites estarem em formação tão próxima vai permitir que um deles aja como um transmissor/receptor e o outro como um segundo receptor.


Aplicações


Para que o satélite consiga mapear todos os 150 milhões de quilômetros quadrados da superfície da Terra serão necessários pelo menos três anos.


As observações por radar já têm extenso uso em aplicações militares, civis e científicas, como nas recentes avaliações de fenômenos como a erupção do vulcão Eyjafjallajoekull, na Islândia, e o vazamento de petróleo no Golfo do México.


A visão de microondas do TerraSAR-X permitiu que especialistas pudessem acompanhar e avaliar o status do vulcão islandês apesar de ele estar coberto por uma nuvem de cinzas. E no caso do vazamento, o satélite pode acompanhar o avanço da mancha de óleo no mar durante o dia e à noite, graças aos sinais de radar refletidos das água poluída.


Com a melhoria na precisão dos dados enviados pelo TanDEM, as aplicações deverão ser estendidas e aprofundadas.


Operadores de celulares, por exemplo, vão usar o modelo digital de elevação para escolher os melhores locais para a instalação de mastros; o setor de aviação poderá usar os dados para planejar rotas aéreas mais seguras; planejadores urbanos poderão avaliar riscos de enchentes com mais precisão e autoridades marítimas poderão usar a informação para rastrear piratas e navios de pesca ilegais.


A missão TerraSAR-X/TanDEM-X é operada por uma parceria público-privada. A Agência Espacial Alemã é dona do hardware, a EADS Astrium construiu os satélites e a Infoterra GmbH tem os direitos comerciais exclusivos sobre os dados.


Já há planos para lançar um outro satélite, para dar continuidade ao trabalho desta missão.


O próximo passo seria uma tecnologia de alta resolução e de grande alcance que permitiria que imagens de grande escala da superfície, extremamente detalhadas, sejam registradas em uma única passagem.


Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Esquecer o Farol Alto? Nunca mais!


É isso aí. Para aqueles motoristas esquecidinhos (quem nunca fez isso) que deixa sempre o farol alto acesso e acaba atrapalhando outros motoristas, chegou o COMMUTER. Esse sistema desenvolvido por três estudiosos, entre eles Dovany Nonato, promete trocar o facho dos faróis dos automóveis automaticamente.


Estudos mostram que a visão ofuscada pelo farol alto demora até sete segundos para ser recuperada, tempo em que um veículo a 80km/h percore 155 metros, o suficiente para causar um grave acidente. Pensando nisso, os pesquisadores explicam a importância do sistema. Seu funcionamento não é muito complicado de se entender. O COMMUTER é acionado automaticamente quando o farol alto do veículo é ligado. Dessa forma, a partir de sensores, o sistema identifica a presença de um carro vindo no sentido oposto e assim, diminui a incidência de luz contra esse veículo. E após o cruzamento, volta a aumentar a incidência de luz ao verificar a ausência de carros à sua frente.


O COMMUTER demorou cinco anos para ser desenvolvido e já foi homologado pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Físicos afirmam ter criado material mais magnético do mundo

Físicos afirmam ter criado material mais magnético do mundo

cristal de Fe16N2, cada átomo de nitrogênio fica no centro de um aglomerado de seis átomos de ferro, com dois outros átomos de ferro unindo os diversos aglomerados. [Imagem: Jian-Ping Wang]

Limites do magnetismo

A teoria afirma que a intensidade do magnetismo de um material tem limites, o que provavelmente está correto. Mas o que está sob suspeita é onde esse limite se encontra.

A equipe do Dr. Jian-Ping Wang, da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, sintetizou um material que é 18% mais magnético do que se acreditava possível.

O super ímã é formado por oito partes de ferro e uma parte de nitrogênio, um cristal não muito estável, cuja fórmula é Fe16N2.

Origem do magnetismo

Segundo reportagem da revista Science, a chave para o supermagnetismo está na estrutura extremamente complicada do cristal de Fe16N2.

O magnetismo de um material decorre do giro dos seus elétrons. Cada elétron funciona como um minúsculo magneto, com um campo magnético alinhado com o eixo do seu spin - quanto mais elétrons giram na mesma direção, maior se torna o magnetismo do material.

No cristal de Fe16N2, cada átomo de nitrogênio fica no centro de um aglomerado de seis átomos de ferro, com dois outros átomos de ferro unindo os diversos aglomerados.

Os elétrons que fluem entre os aglomerados comportam-se como os elétrons do ferro comum. Mas os elétrons dos átomos que circundam o átomo de nitrogênio tendem a ficar "travados" no lugar.

Como resultado, garante Wang, esses átomos contribuem para o magnetismo total do material de forma mais intensa do que os átomos individuais, aumentando a intensidade desse magnetismo.

Super ímã

Apesar dos resultados excepcionais, outros pesquisadores estão vendo os resultados com cautela, porque esse mesmo material já havia sido anunciado como um "super ímã" antes.

Um experimento anunciado por pesquisadores da empresa Hitachi contrariou essas observações - mas ninguém conseguiu repetir o experimento, e o assunto continua controverso até hoje.

O grande problema reside justamente na dificuldade de fabricar cristais de Fe16N2, que é metaestável e tende a se "quebrar" em outras estruturas cristalinas.

A equipe de Wang, no entanto, argumenta que vem aprimorando as técnicas há anos e que agora é capaz de crescer amostras de Fe16N2 estáveis.

Se esses novos ímãs puderem ser produzidos comercialmente, poderá ser possível, por exemplo, fabricar cabeças de leitura de discos rígidos menores e mais eficientes, permitindo colocar mais dados na mesma área e dando novo impulso ao crescimento da capacidade de armazenamento magnético.

Fonte: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 28 de julho de 2010

LHC funciona na potência total e colide prótons pela primeira vez

Hoje, 30 de março de 2010, às 8h06 (horário de Brasília), o acelerador de partículas LHC (Large Hadron Collider) atingiu enfim sua meta de potência de 7 TeV (tera elétron-volts), e colidiu partículas sub-atômicas pela primeira vez. Agora físicos em todo o mundo aguardam ansiosamente pelos dados resultantes do experimento, que prometem abrir muitos novos caminhos para a ciência.


“Começa a busca pela matéria escura, novas forças, novas dimensões e o Bóson de Higgs,” disse a porta-voz de um dos núcleos do LHC, Fabiola Gianotti. Rolf Heuer, diretor geral do CERN — a organização de pesquisas responsável pelo LHC — também se mostrou bastante animado com as conquistas científicas desta manhã: “é um ótimo dia para ser um físico de partículas”, disse ele.

O LHC tinha atingido o recorde de 3,5 TeV há cerca de 10 dias atrás. Hoje o LHC inicia um novo ciclo, no qual trabalhará por 18 a 24 meses com a energia de 7 TeV, já se preparando para a seguir colidir partículas com o dobro da energia: 14 TeV.


Veja no vídeo abaixo a reação dos cientistas no CERN ao ver que os feixes de prótons haviam colidido com sucesso pela primeira vez (a partir dos 50 segundos do vídeo):






Fonte: Tecnoblog

LHC triplica seu próprio recorde

LHC: em busca dos 7 TeV (Imagem: Wired)

O LHC (Large Hadron Collider) atingiu sua mais alta potência até o momento, levando-o um passo mais perto da potência máxima de 7 trilhões de elétron-volts e da meta das novas descobertas físicas às quais o acelerador de partículas pode levar dessa maneira.


O recorde anterior do LHC havia sido de 1,18 TeV (tera elétron-volt, ou trilhão de elétron-volt). Na manhã desta sexta-feira (19), raios de prótons com três vezes mais energia circularam pelo acelerador de partícula, estabelecendo o novo recorde de 3,5 TeV.


Como vocês devem ter percebido pelo fato do mundo ainda não ter acabado, o teste foi bem sucedido, o que deixou os cientistas muito satisfeitos e animados. James Gillies, Diretor de Comunicações do CERN — a organização de pesquisas responsável pelo LHC — disse que este foi um grande marco:


“É fantástico — realmente não há nada em nosso caminho para começar nosso programa em direção aos 7 TeV,” disse Gillies.


Fonte: ZDNet

Empresa projeta carro que levanta vôo em 1 minuto

Agência de Projetos de Pesquisa Avançados de Defesa (Darpa), do Departamento de Defesa dos EUA, lançou no início do ano um desafio: queria o projeto de um carro voador. Suas únicas exigências: teria que ser um veículo de até quatro lugares que se saisse bem tanto no solo como no ar. Ele deveria levantar voo verticalmente.



A empresa AVX Aircraft anunciou seu projeto: este veículo que você vê acima com dois rotores (são como as “hélices”) em um eixo e dutos de vento para ajudar na propulsão. Ele suportaria até 470 quilos e andaria na velocidade máxima de 130 km/h no solo. No ar, o valor sobe para 225 km/h. Com a carga total, atingiria até 3 mil metros de altitude e viajaria 400 km com apenas um tanque de combustível.



A conversão de modo terrestre para aéreo aconteceria em 60 segundos, de acordo com a AVX. Esta imagem é só um conceito e não há previsão alguma para seu desenvolvimento. Para a Darpa, um carro voador teria propósitos militares.

Fonte: Galileu

terça-feira, 27 de julho de 2010

Arquitetura que cola:obra exigiu nova técnica de construção civil

Arquitetura que cola: obra exigiu nova técnica de construção civil

Os Parassóis, atualmente em construção em Sevilha, serão as primeiras obras de construção civil a utilizar uma nova técnica que permite que as estruturas sejam totalmente fixadas por colagem.[Imagem: J. Mayer H. Architekten]

Os "Parassóis Metropolitanos" estão para se tornar a grande atração da cidade de Sevilha, na Espanha.


Mas essa mistura de maravilha arquitetônica e peça de arte esteve ameaçada mesmo depois do início das obras.


O trabalho só pôde continuar depois da criação de novas técnicas de construção.


Cola que descola


Com as técnicas de fixação mecânica descartadas pelos arquitetos e engenheiros logo de início, por razões estruturais, a saída era colar as vigas aos elementos de sustentação, substituindo totalmente pregos e parafusos.


Entretanto, as colas disponíveis não se mostraram capazes de suportar o calor do verão. Testes iniciais previram que a cola poderia simplesmente perder seu poder de adesão nos cada vez mais quentes verões europeus, liquefazendo-se e fazendo a estrutura desmontar-se como um castelo de cartas.


Os adesivos disponíveis eram capazes de resistir a temperaturas de até 60 graus, algo não muito difícil de ser alcançado em determinadas partes de uma construção - como o sótão de uma casa, ou o espaço entre o laje e o telhado - com o Sol a pino.


"Verificamos as temperaturas que podem ocorrer no local e usamos simulações para determinar a carga térmica que elas poderiam provocar no interior dos materiais de construção", explica Dirk Kruse, do Instituto Fraunhofer, da Alemanha, instituição que foi chamada para tentar salvar o projeto.


Os resultados mostraram que as temperaturas alcançadas praticamente coincidiam com os limites da cola - não deixando nenhuma margem de segurança. As opções não eram nada confortáveis: ou o adesivo era melhorado, ou as autoridades seriam obrigadas a paralisar a construção.


Têmpera do adesivo


A solução foi encontrada em um processo muito conhecido na indústria metalúrgica e de vidros: a têmpera.


"Assim que os componentes tenham sido colados no local, eles são novamente aquecidos," explica Kruse. "Isto faz com que ocorram reações de pós-cura que reforçam a ligação."


O resultado é a diminuição da probabilidade de que o adesivo venha a se liquefazer, mantendo sua estabilidade com uma ampla margem de segurança em relação ao estresse térmico esperado.


"Este é o tipo de solução que vai ajudar a firmar a tecnologia adesiva na indústria da construção civil," afirma Kruse.


Cola na construção civil


Embora os adesivos sejam amplamente usados em situações críticas, como na indústria aeronáutica, o uso de colas para aplicações estruturais na indústria de construção civil só agora dá seus primeiros passos.


Os pesquisadores afirmam acreditar que a nova técnica de têmpera deverá abrir um novo leque de possibilidades que logo deverão ser exploradas pelos arquitetos.


Fonte: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Cadeira de rodas elétrica ficará mais barata com peças nacionais

Cadeira de rodas elétrica ficará mais barata com peças nacionais
O custo de produção das peças nacionalizadas para as cadeiras de rodas elétricas chega a ser dez vezes menor do que as importadas. [Imagem: Marcos Santos/USP]

Engenheiros do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) da Escola Politécnica (Poli) da USP estão desenvolvendo módulos de controle (placas eletrônicas) e instrumentos para cadeiras de rodas motorizadas com tecnologia nacional.


O custo de produção das peças nacionalizadas chega a ser dez vezes menor do que as importadas.


Cadeiras de rodas eletrônicas


Cadeiras de rodas mais avançadas chegam a custar US$ 15 mil, mais taxas de importação dos Estados Unidos e da Europa. Elas são capazes de controlar computadores e aparelhos de controle remoto, erguer a pessoa verticalmente e descer rampas com conforto. Os módulos de controle são responsáveis por boa parte do preço, chegando a custar US$ 5 mil.


As fábricas brasileiras produzem cadeiras de rodas simples e importam as placas eletrônicas que as controlam. A direção das cadeiras é feita por meio de joysticks, que são adequados apenas para pessoas com pelo menos uma mão livre.


Quem perde o movimento das mãos precisa importar instrumentos para dirigir as cadeiras por intermédio de sopros ou usando os dedos, queixo ou punho. O preço do controle de sopro chega aos 1.400,00 euros, segundo os orçamentos encontrados pelo LSI.


Cadeira de rodas elétrica nacional


O módulo que os pesquisadores da USP estão desenvolvendo deverá ter as mesmas funções que os mais caros do exterior. Porém, o custo de produção deverá ser cerca de R$ 300,00 e as configurações serão mais fáceis de entender. Os engenheiros também estão desenvolvendo controles de sopro, (custo esperado de fabricação: R$ 220,00), botões para apertar com os dedos (R$ 20,00) e punhos (R$ 75,00) e touchpad (R$ 65,00 ).


O LSI já produziu e está aperfeiçoando o módulo, touchpad e botões para os punhos e dedos. Falta tornar o módulo capaz de interagir com aparelhos eletrônicos e fazer ajustes de segurança. Também é preciso terminar o desenvolvimento do software que controla a cadeira e do que a configura.


O objetivo dos pesquisadores é concluir os produtos em dezembro e disponibilizar para empresas nacionais a receita de como fabricá-los e os softwares para programá-los.


A maior dificuldade do desenvolvimento tem sido escolher componentes baratos e fáceis de encontrar em lojas no País, explica Marcelo Archanjo, líder da equipe que trabalha no projeto. Para atender essas exigências, o módulo de controle deverá ser um pouco maior do que seria se fosse produzido com os chips vendidos no exterior. Mas deverá ter a mesma qualidade.


Módulo nacional


A pesquisa é fruto de um convênio do LSI com a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD). O investimento da secretaria foi de R$ 700 mil.


"A Secretaria está investindo no desenvolvimento de um conjunto de produtos, abrindo caminho para que a indústria invista somente nas etapas de produção" diz Archanjo.


"O ganho não é simplesmente menor custo", diz Marco Pelegrini, Secretário Adjunto da SEDPcD. "O fato de ter um módulo nacional vai facilitar a adaptar a cadeira a cada paciente".


Normalmente, precisam de cadeiras de rodas motorizadas pessoas com distrofia muscular, tetraplegia, paraplegia, síndromes degenerativas dos músculos, paralisia cerebral e amputações.

sábado, 24 de julho de 2010

Computador Verde

O Froot da Dell é um computador do futuro (mas que logo em breve estará disponível) com a premissa de ser menos nocivo ao meio-ambiente.




Seu case é construído com polímeros vindos de materiais biodegradáveis e utiliza-se da projeção para exibir o teclado e o monitor. Ele não possui mouse, pois até lá, será possível controlar muita coisa apenas com o poder da mente.

[Behance Network via technabob via OhGizmo]


Bicicleta veio do futuro

A Grace veio do futuro

Bicicleta alemã será objeto de luxo e amiga do ambiente

Transporte amigo do ambiente e design futurista
Transporte amigo do ambiente e design futurista

Ainda há empresas que apostam fortemente na crescente evolução e inovação e nem a crise as trava.


Neste caso, nem se poderia falar da actual conjuntura económica para descrevermos o novo produto de alta tecnologia construído artesanalmente em alumínio e fibra de carbono.


Há quem diga que se trata de uma extravagância, outros de uma inovação com visão futurista, que poderá parecer uma simples motorizada, mas não o é.


A Grace, produzida por uma firma alemã com o mesmo nome, é uma bicicleta criada a partir de um conceito inovador – surge como a primeira e-motorbike. No entanto, será para muito poucos; para além de ser lançada “em edição limitada” e considerada um objecto de luxo, o valor não é para o bolso de qualquer um, já que poderá exceder os 5877 euros (preço sem IVA e apenas para o modelo base).


É controlada por microprocessador
É controlada por microprocessador

E para quem pensar que surge para contrariar o ambiente que se desengane. É construída numa estrutura ultra leve, em que o alumínio CNC é o material base e em fibra de carbono. O seu motor eléctrico (com energia de 1300 watts) é alimentado por uma baterias de iões de lítio, é silenciosa e sem emissões de dióxido de carbono, pois apenas requer alguns metros quadrados de painéis solares.


A bateria carrega em apenas uma hora e é tão leve que pode ser levada no carro, comboio ou autocarro e é totalmente legal nas estradas. Segundo a empresa, “é mais flexível do que uma E-scooter e mais estável do que uma E-bike”.


A Grace pode ser personalizada
A Grace pode ser personalizada

Algumas das características deste velocípede são semelhantes com outras bicicletas, mas esta pode ser personalizada – construída à medida, tem 64 cores disponíveis e uma caixa controladora, os travões são hidráulicos e accionam o farol de stop e o motor pode ser normal, de corrida ou montanha. Pode chegar a uma velocidade de 45 quilómetros por hora e é controlada por um microprocessador integrado no bloco do guiador.


A Grace foi concebida pelos engenheiros mecânicos Karl-Heinz Nicolai e por Michael Hecken. A quantidade de e-motorbikes lançadas a partir de janeiro de 2010, em “edição limitada”, não é revelada ao público e para encomendá-la terá de ser online.


Fonte: Cienciahoje.pt


NASA detecta maior molécula existente no espaço

O Telescópio Espacial Spitzer descobriu no espaço, pela primeira vez, moléculas
de carbono conhecidas como "buckyballs", uma espécie de bola de futebol formada
por 60 átomos de carbono. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Maior molécula no espaço

O Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, descobriu no espaço, pela primeira vez, moléculas de carbono conhecidas como "buckyballs".

Buckyballs são moléculas em forma de bola de futebol que foram observadas pela primeira vez em laboratório há apenas 25 anos.

Elas devem seu nome à semelhança com as cúpulas geodésicas do arquiteto Buckminster Fuller, que têm círculos interligados na superfície de uma meia-esfera. Os cientistas já acreditavam que elas poderiam existir flutuando no espaço, mas ninguém havia conseguido detectá-las até agora.

"Nós encontramos aquelas que são agora as maiores moléculas existentes no espaço," disse o astrônomo Jan Cami, da Universidade de Western Ontario, no Canadá. "Estamos particularmente entusiasmados porque elas têm propriedades únicas que as torna elementos importantes para todos os tipos de processos físicos e químicos acontecendo no espaço."

Fulerenos no espaço

As buckyballs são formadas por 60 átomos de carbono dispostos em estruturas esféricas tridimensionais. Seus padrões alternados de hexágonos e pentágonos coincidem com o desenho típico de uma bola de futebol.

Os astrônomos descobriram também, pela primeira vez no espaço, a parente mais alongada das buckyballs, conhecida como C70. Estas moléculas, constituídas de 70 átomos de carbono, têm uma forma ovalada, mais parecida com uma bola de rugby.

Os dois tipos de moléculas pertencem a uma classe conhecida oficialmente como buckminsterfulerenos, ou simplesmente fulerenos.

As bolas de carbono foram localizadas em uma nebulosa planetária chamada Tc 1.Nebulosas planetárias são restos de estrelas como o Sol, que expelem suas camadas exteriores de gás e poeira à medida que envelhecem. Uma estrela quente e compacta, ou anã branca, que está no centro da nebulosa, ilumina e aquece essas nuvens de poeira estelar.

As buckyballs foram encontradas nessas nuvens, talvez refletindo uma fase curta da vida da estrela, quando ela arremessa para o espaço uma nuvem de material rico em carbono

As buckyballs vibram em uma grande variedade de modos - 174 maneiras diferentes
de sacudir, para ser mais exato. [Imagem: NASA/JPL-Caltech/University of Western Ontario]
Moléculas vibrantes

Os astrônomos usaram os instrumentos de espectroscopia do Spitzer para analisar a luz infravermelha da nebulosa planetária, observando então as assinaturas espectrais das buckyballs.

Estas moléculas estão aproximadamente a temperatura ambiente, a temperatura ideal para emitir os distintos padrões de luz infravermelha que o Spitzer consegue detectar. Segundo Cami, o Spitzer olhou para o lugar certo na hora certa. Um século mais tarde, e as buckyballs poderiam estar frias demais para serem detectadas.

As buckyballs vibram em uma grande variedade de modos - 174 maneiras diferentes de sacudir, para ser mais exato. Quatro desses modos de vibração fazem as moléculas absorver ou emitir luz infravermelha. Todos os quatro modos foram detectados pelo Spitzer.

Os astrônomos estudaram os dados, um espectro como o mostrado na figura, para identificar as assinaturas, espécies de impressões digitais das moléculas. Os quatro modos de vibração das buckyballs estão indicados pelas setas vermelhas. Da mesma forma, o Spitzer identificou os quatro modos de vibração das moléculas C70, indicados pelas setas azuis.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Engenheiro cria mesa que fica estável em qualquer superfície

A maioria das pessoas já se irritou com uma mesa ou uma cadeira "manca", quando um dos pés não consegue tocar o chão, geralmente por irregularidades do piso. Mas o engenheiro norte-americano Nicholas Oxley parece ter encontrado a solução para o problema.

A "Mesa Auto-Estabilizante" ajusta-se automaticamente a condições imprevisíveis do piso, repousando perfeitamente estável sem balançar e sem irritar seus usuários. O projeto foi um dos premiados em um concurso promovido pela NASA e pela empresa Emhart.

A mesa consiste em uma superfície fixada em um quadro sustentado por dois pares de pernas. Um dos conjuntos de pernas permanece fixo ao quadro, enquanto o outro possui cinco graus de liberdade nas duas direções ao longo do eixo central do quadro. Isto permite que a mesa encontre quatro pontos de contato na maioria das superfícies.

As pernas, que são conectadas ao eixo central do quadro, são acopladas por meio de um mecanismo de dilatação e amortecimento. Esse mecanismo age como um sólido e retém seu formato mesmo quando recebe uma pequena pressão. Esta característica única permite que o quadro de sustentação ofereça resistência mesma a uma grande força, de forma que a mesa funciona como uma estrutura rígida quando submetida a uma pressão.

O componente de dilatação foi inventado por James Wright em 1943 em um experimento que combinava ácido bórico e silicone, criando um polímero. Como esse polímero possui grande flexibilidade, saltando grande cai no chão, ele acabou sendo comercializado como brinquedo infantil. Agora ele encontrou um aplicação que poderá ser um pouco mais séria.


Fonte: Inovação Tecnológica

A Reinvenção da Roda

Por João Paulo Oliveira de Freitas

A junção do design com a engenharia pode trazer grandes avanços. O projeto da “roda fora de estrada” é um bom exemplo desse casamento científico.



É difícil imaginar como foi a criação de um dos maiores inventos da História: a roda. Há muitas cenas fictícias que mostram aquele tradicional homem das cavernas lapidando umas pedras e de repente “eureka!”. Mas hoje não vivemos mais em cavernas e os inventores estão longe de serem rústicos. A tecnologia domina, a engenharia constrói e o design lapida.


Esse casamento entre a construção e a lapidação faz sucesso. É o caso da reinvenção da roda. Pode parecer estranho, mas isso foi possível. O projeto é de um brasileiro, Osmar Vicente Rodrigues, professor de desenho industrial na UNESP de Bauru.


Vicente defende a idéia de projetar uma roda capaz de mudar seu formado, adequando-se ao terreno que enfrenta. O projeto de doutorado, desenvolvido entre 2004 e 2008 no Royal College of Art (RCA), de Londres, um dos mais renomados centros de pesquisa em design do mundo, ganhou, na Inglaterra, o apelido de pumplon wheel.


O termo pumplon, fusão das palavras pumpkin (abóbora, do tipo moranga) e melon(melão) já mostra o funcionamento da invenção. Com diâmetro máximo e largura mínima, a roda ganha o formato de moranga; na situação inversa, o de melão. Apesar do apelido em inglês, o pesquisador prefere chamá-la de “roda fora de estrada”.


A roda é capaz de enfrentar areia fofa, flutuar na água e passar por lama. Tudo sob acionamento do motorista.


A desvantagem é o preço. O projeto pode sair em torno de 2,5 milhões de reais, mas segundo Osmar, se o investidor já tiver parque fabril, o custo pode cair para 1,7 milhão. A idéia é começar a trabalhar no protótipo em 2010 e para isso já está contatando algumas empresas.




Referência bibliográfica:


Revista Unesp Ciência, dezembro 2009.
http://www.unesp.br/aci/revista/ed04/pdf/UC_04_Quem01.pdf

Nova técnica metalúrgica gera aço puro mais resistente que liga metálica

Como acontece com a maioria dos materiais, a elasticidade do aço é inversamente proporcional à sua temperatura: quando aquecido ele é mais dúctil, tornando-se quebradiço a temperaturas mais baixas.

Esse problema é resolvido com a adição de diversos outros elementos durante o processo de fabricação do aço, formando as ligas metálicas. O inconveniente é que as ligas metálicas são muito mais caras do que o aço comum.

Técnica metalúrgica

Agora, cientistas japoneses descobriram uma forma de fabricar aço de alta ductilidade - a propriedade que permite que o aço seja distendido sem se quebrar - sem o uso dos aditivos necessários para a fabricação das ligas.

A nova técnica metalúrgica deverá diminuir significativamente o custo de fabricação de estruturas como oleodutos, gasodutos e cascos de navios, que devem apresentar grande resistência ao tensionamento.

Grânulos alongados

A solução para a fabricação do aço dúctil, encontrada pela equipe do engenheiro Yuuji Kimura, está na estrutura cristalina do material, que forma grânulos microscópicos quando o ferro e o carbono se juntam para formar o aço.

No aço normal, esses grânulos têm formato arredondado. O Dr. Kimura descobriu que, quando os grânulos são alongados, com formato cilíndrico, a ductilidade apresenta uma relação inversa com a temperatura.

Tratamento termomecânico

A alteração do formato dos grânulos é feita por meio de um processo de tratamento termomecânico que começa com a laminação do aço comum a 1.200º C. Depois de resfriado a 500 ºC, ele é submetido a uma forte compressão, resultando em barras que já possuem os grânulos em formato fibroso.

O novo aço apresenta melhor resistência nas temperaturas entre 60º C e -60º C, uma faixa de temperaturas que cobre o ambiente operacional da maior parte das estruturas hoje construídas com as ligas metálicas.

"A melhor tenacidade é atribuída a uma delaminação, que é resultado do espalhamento das fissuras ao longo dos planos alinhados de clivagem {100} nos aglomerados ultrafinos de grânulos ferríticos alongados, reforçados por carbetos em nanoescala," dizem os pesquisadores em artigo publicado na revista Science.


Fonte: Inovação Tecnológica

O maior iate do mundo é tão grande assim? (Dica: sim)

Por Jesús Díaz


Carro: 4,9m; Jumbo/747: 70m; Tantive IV: 150m; Eclipse: 170m

Você se lembra do Eclipse, o iate de 170 metros de comprimento do zilionário russo Roman Abramovich? Ele é o maior iate privado do mundo. Mas pode ser difícil perceber o tamanho enorme dele... até você vê-lo comparado a um Boeing 747.

Ele tem mais que o dobro do tamanho de um 747, na verdade. Não é grande o bastante para você? Ele é ainda maior que a corveta Corelliana usada pela Princesa Leia:



Só que o Eclipse não é pra Princesa Leia - é pro Darth Vader. [Iconwerk via ffffound!]


Pequeno avião de espionagem pode se recarregar pousando em fios elétricos



Os engenheiros do MIT bolaram uma maneira de fazer um pequeno avião de vigilância e espionagem que não precisa nunca retornar à base para ser recarregado. Eles simplesmente pousam e se prendem em fios da rede elétrica e se recarregam ali mesmo.

O truque para tornar isso possível é provocar o efeito "stall" (quando um veículo aéreo perde sustentação sob as asas) de maneira controlada, que é exatamente o que os pássaros fazem quando pousam nos fios. Quando o aviãozinho se aproxima do fio, ele joga o seu nariz para cima no momento certo da trajetória para diminuir a velocidade e conseguir se enganchar no fio. Com isso, ele evita pousar com muita força ou passar reto e errar o pouso.

É uma manobra bem bacana! E cara, que bom que vai existir um verdadeiro exército de aviões de vigilância por aí, que podem ficar em atividade o tempo inteiro e se recarregar sempre que precisar! Não vejo como isso possa dar errado! [New Scientist via Slashdot]

Por Adam Frucci

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Técnica brasileira reduz poluição de motores diesel em 10 vezes


Com informações de Jeverson Barbieri

Padrão europeu de poluição

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), obteve por meio do aperfeiçoamento de uma técnica já conhecida, a redução significativa da emissão de poluentes gerados por veículos equipados com motor a diesel.

O poluente mais abundante produzido por este tipo de motor, o óxido de nitrogênio (NOx), teve seu índice diminuído de 5 g/kWh para 0,4 g/kWh - unidade específica de medição que leva em conta a potência do motor, independentemente do seu tamanho.

O principal resultado obtido com esse desenvolvimento foi atingir o objetivo de atender os limites de emissão previstos para entrar em vigor na Europa somente em 2014, o chamado nível Euro 6.

Recirculação de Gases de Exaustão

O engenheiro Lucas Lázaro Ferreira Squaiella trabalhou em uma técnica chamada de Recirculação de Gases de Exaustão (EGR, em inglês: Exhaust Gas Recirculation), na qual uma pequena quantidade do gás que sai do escape retorna à admissão. "Essa é a principal estratégia", revelou Squaiella.

Dessa maneira foi possível modificar a forma como o combustível é queimado e, consequentemente, provocar a redução na emissão de poluentes.

O resultado mostra que, em relação aos níveis de emissão de poluentes existentes hoje, esse novo motor polui 10 vezes menos.

Recentemente, pesquisadores norte-americanos obtiveram resultado semelhante para o biodiesel, ao criar um Motor diesel flex. Já um grupo de engenheiros alemães construiu um motor diesel tão limpo que é difícil medir suas emissões.

Segundo o pesquisador, foi um grande desafio porque, partindo de um motor que ele chamou de básico, por questões de mercado e de custo tiveram que ser empregadas tecnologias que permitissem trocar poucos componentes. Dispositivos fundamentais como o pistão, o cabeçote e o bloco do motor, por exemplo, foram mantidos.

Corrosão dos motores

A EGR é uma técnica relativamente antiga e sua utilização veicular teve início na década de 1970. Squaiella explica que ela foi abandonada para aplicações em motores a diesel durante muitos anos justamente porque os combustíveis antigos continham altos teores de enxofre. Estes, após a combustão, se associavam ao vapor de água contido no escape formando o ácido sulfúrico (H2SO4) que, juntamente com os outros poluentes, eram recirculados. Altamente corrosivos, acabavam por danificar os componentes do motor.

Além da melhoria dos combustíveis, o desenvolvimento da engenharia possibilitou uma nova utilização dessa técnica. "Hoje temos sistemas eletrônicos integrados ao motor que controlam com muita precisão o funcionamento de válvulas que usam materiais mais nobres e que resistem mais aos ataques desses elementos. Além disso, existem também tratamentos superficiais realizados nos dutos internos dos motores, para que não sofram o processo de corrosão", observou.

O sistema tem por objetivo diminuir a temperatura máxima da combustão, pois esse é o fator que mais afeta as emissões de NOx formado principalmente pelas reações do nitrogênio e do oxigênio presentes no ar.

Fumaça preta

A principal característica do motor diesel, a fumaça preta, também conhecida como material particulado, é um produto da combustão mal realizada.

A cadeia de carbono do diesel, de acordo com Squaiella, é muito grande. Como termo de comparação, o etanol (álcool combustível) possui apenas um carbono, enquanto o diesel varia de nove a 28 átomos de carbono.

Em razão disso, a maior tarefa é fazer com que o motor seja muito pouco poluente em todos os aspectos, incluindo o material particulado. O próximo passo, portanto, é trabalhar a forma como esse carbono será liberado.

Na forma sólida ele provoca fumaça, mas no momento o objetivo é tentar fazer com ele saia na forma gasosa, que é o CO2. "A fumaça é prejudicial porque junto dela existem outros subprodutos como carbono, óleo lubrificante e combustível não queimado", explicou.

Funcionamento do motor diesel

Diferentemente dos motores ciclo Otto, utilizados em veículos movidos a gasolina, álcool ou GNV, onde a combustão é iniciada por uma centelha, nos motores do ciclo diesel a queima do combustível acontece por um processo de autoignição quando, dentro do cilindro, se atingem temperatura e pressão ideais.

E isso acontece em quatro tempos distintos. No primeiro tempo, chamado admissão, o pistão do cilindro desce e a válvula de admissão é aberta, permitindo dessa maneira a entrada de ar na câmara de combustão. No entanto, o ar passa antes pelo filtro, compressor e cooler. Esse mesmo ar preenche a câmara de combustão com a quantidade necessária de oxigênio que será utilizado na queima do combustível. Após essa etapa, vem a chamada compressão, na qual o ar fica comprimido, elevando sua temperatura até a casa dos 400 graus Celsius.

A terceira etapa, chamada de combustão, se dá pela injeção de diesel pressionado pela bomba injetora, por meio dos bicos injetores. A combustão ocorre quando o diesel pulverizado entra na câmara, que já está aquecida a uma temperatura mais alta do que o ponto de ignição do combustível.

Na quarta e última etapa, durante a combustão, o pistão do motor desce fornecendo torque para o motor. Na exaustão, o pistão sobe, a válvula da exaustão se abre e o gás resultante da queima é expelido para a atmosfera.

Portanto, o cilindro onde ocorre a queima deve receber, em proporções corretas, o oxigênio e o diesel para uma perfeita queima, que eliminará o mínimo de resíduos. Se esta quantidade de oxigênio for inferior à necessária para a combustão, uma parte do diesel não será queimada. Estas partículas de diesel no interior da câmara que não queimam ficam pretas e são expelidas em forma de fumaça. O diesel que não queimou não realizou o trabalho, mas foi gasto. É como um vazamento constante na tubulação durante o funcionamento do motor.

Questionado se há espaço para se buscar outras alternativas para melhorar o consumo de diesel no país e também o nível de emissão de poluentes, o engenheiro disse que atualmente trabalha no desenvolvimento de novas tecnologias. A principal delas consiste de um sistema de pós-tratamento - o conhecido catalisador - no tubo de escape, que ficará responsável por praticamente acabar com as emissões de gases. "O grande gargalo que enfrentaremos ainda são os custos de desenvolvimento e aplicabilidade", diz Squaiella.

Tecnologia simples

Para o engenheiro, esse desenvolvimento foi muito gratificante porque, utilizando recursos de engenharia como simulação computacional e testes em dinamômetro - que são a parte experimental -, foi possível atingir a meta em diferentes etapas.

Atualmente, disse o pesquisador, a maior preocupação das indústrias é desenvolver motores que sejam cada vez menos poluentes, uma vez que a preocupação com a preservação do meio ambiente é muito grande.

"Estamos sempre focando nosso estudo no sentido de atender as normas de emissões, que são impostas pelo governo federal, além de atender os requisitos dos clientes, que sempre buscam um novo motor mais potente e econômico", ressaltou.

Trata-se de uma tecnologia simples que, para o mercado brasileiro, é visto como uma tendência. "Para o nosso país, tudo o que é tecnológico requer muito investimento. E, para completar, o Brasil tem a maior frota de caminhões e ônibus do mundo. Portanto, quanto mais barato for o produto, mais vendável ele se torna", assegurou.

De acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a frota brasileira de caminhões gira em torno de 1,6 milhão de veículos. A idade média dessa frota é de 15 anos, um nível bastante avançado se comparado com o dos mercados mais desenvolvidos.

Além disso, considera-se que esses veículos já estejam bastante desgastados por conta das más condições de operação, o que acarreta uma poluição ainda maior. E para os ônibus o quadro não é muito diferente. Atualmente circulam pelas cidades brasileiras 304 mil ônibus, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).


Fonte: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Motor browniano funciona um século depois de idealizado

Motor browniano

Partículas suspensas em um fluido apresentam uma contínua movimentação aleatória - é o chamado movimento browniano, causado pelos choques entre as moléculas que compõem o fluido.

Em 1912, o físico polonês Marian Smoluchowski teve uma ideia inusitada: construir um motor em nanoescala para converter o movimento browniano em trabalho.

Na época, o experimento era absolutamente irrealizável, por falta de tecnologia. Isso colocou a ideia de Smoluchowski na categoria daquilo que os físicos chamam de "experimento conceitual", ou "experimento de pensamento."

Mas um grupo de físicos holandeses e gregos decidiu testar pela primeira vez a ideia, mas com um dispositivo em escala macro. Usando um "gás granular" para simular o movimento browniano, eles comprovaram que ideia não apenas funciona, mas funciona muito bem.

Motores moleculares

Motores moleculares são comuns na natureza. São motores assim que tensionam e relaxam nossos músculos. Mas eles se movimentam de forma totalmente diferente dos motores que estamos acostumados em escala macro.

Em vez de girarem, eles se movem para frente e para trás. E esse movimento acontece em meio a um bombardeamento contínuo de moléculas que se movimentam aleatoriamente ao seu redor, devido ao movimento browniano.

Se esses motores moleculares se movimentam acionados pelo movimento browniano, ou se são fortes o suficiente para vencer a força nada desprezível da agitação das moléculas, ainda é uma questão controversa.

Motor de Smoluchowski

A ideia de Smoluchowski era construir uma série de palhetas, montadas sobre um eixo, que seriam postas em movimento pela agitação das moléculas ao seu redor.

Como o movimento ocorreria igualmente em ambas as direções de rotação, Smoluchowski concebeu um segundo elemento, um dente de engrenagem assimétrico. Isto garantiria que o eixo só rodaria em uma única direção e, portanto, poderia executar o trabalho, por exemplo, puxando um pequeno peso para cima.

No entanto, em 1963, Richard Feynman demonstrou que a segunda lei da termodinâmica impediria que o dispositivo funcionasse em um sistema que estivesse em um estado de equilíbrio térmico - o que parecia ter condenado a ideia de Smoluchowski ao esquecimento.

Gás granular

Ocorre que a objeção de Feynman não se aplica a um sistema longe do equilíbrio térmico - um gás granular, por exemplo.

Se um recipiente cheio de esferas for sacudido vigorosamente, as esferas vão começar a se mover tão rapidamente que formarão um estado gasoso artificial, imitando o que acontece quando as moléculas de um gás se agitam.

A grande diferença deste análogo com um gás molecular real é que, assim que a agitação for interrompida, as esferas vão perder energia em um espaço muito curto de tempo, voltando a ficar imóveis no fundo do recipiente.

Isso acontece porque uma parte da energia das sacudidelas é perdida em cada colisão entre as esferas, tornando necessária a manutenção de uma fonte externa constante de energia para manter o estado gasoso granular - logo, um sistema longe do equilíbrio térmico, viabilizando a realização do motor browniano de Smoluchowski.

Retroalimentação por convexão

Usando seu gás granular, Peter Eshuis e seus colegas demonstraram com sucesso que o experimento de pensamento de Smoluchowski não apenas funciona nesse ambiente, como funciona soberbamente.

Os cientistas verificaram que ocorre uma troca inesperada entre as palhetas do motor e o gás granular: assim que as hélices começam a girar, acionadas pelas partículas granulares, elas retroalimentam o movimento de rotação no gás - um fenômeno conhecido como rolo de convecção.

Isso reforça o movimento do motor, permitindo uma rotação quase contínua.