Mostrando postagens com marcador Tecnologia Automotiva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tecnologia Automotiva. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de dezembro de 2010

Simulador de motos aumenta habilidades dos motoqueiros

Inovação Tecnológica

Simulador de motos aumenta habilidades dos motoqueiros

O simulador usa uma moto Triumph Daytona 675, montada em um equipamento projetado e construído na própria Universidade. [Imagem: The University of Nottingham]







Cientistas usaram um dos mais avançados simuladores de moto do mundo para analisar o comportamento dos pilotos na condução dos seus veículos.

O estudo comprovou que uma maior segurança não significa necessariamente andar mais devagar, e que o treinamento formal e mais avançado dos motociclistas pode resultar na melhoria da segurança das nossas avenidas e rodovias.

Acidentes com motos

Os motociclistas aparecem nas estatísticas de acidentes de trânsito em uma proporção muito superior à sua representação numérica. E, pior do que isto, a incidência de mortes entre os motociclistas é muito superior à dos demais envolvidos em acidentes de trânsito.

Os cientistas da Universidade de Nottingham usaram dados da Grã-Bretanha para verificar que dois terços dos acidentes com motos envolvem carros.

Mas um número significativo de acidentes ainda é causado unicamente pelos pilotos, sem nenhum outro veículo envolvido.

O objetivo da pesquisa foi analisar as atitudes, os comportamentos e as habilidades de diferentes tipos de pilotos, de acordo com seu nível de experiência e formação.

Simulador de motos

O simulador usa uma moto Triumph Daytona 675, montada em um equipamento projetado e construído na própria Universidade. Uma grande tela mostra as imagens do simulador propriamente dito.

Segundo os pesquisadores, o realismo obtido com a estrutura foi essencial para aferir o comportamento dos pilotos.

Três grupos de motociclistas foram submetidos a situações idênticas no simulador, bem como a outras tarefas no laboratório, para testar aspectos da sua percepção de risco e seu comportamento.

Treinamento avançado de pilotagem

Os resultados mostraram que a experiência por si só não aumenta a segurança dos pilotos na estrada e, em alguns casos, os pilotos mais experientes se comportaram como se fossem pilotos novatos.

Já os pilotos melhor treinados, que passaram por um curso avançado, usaram técnicas de posicionamento para antecipar e responder aos riscos, mantiveram-se dentro dos limites de velocidade urbana, e realmente se saíram melhor do que os pilotos apenas com treinamento básico.

"O estudo demonstrou claras diferenças entre os grupos de pilotos e os benefícios potenciais da formação avançada, que supera a experiência do piloto e o treinamento básico. Embora a experiência pareça ajudar as habilidades do piloto em determinada medida, a formação avançada parece desenvolver níveis mais profundos de percepção, consciência e responsabilidade," diz o Dr. Alex Stedmon, coordenador da pesquisa.

Um relatório completo dos resultados da pesquisa está previsto para ser publicado até o final de Dezembro.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Carros darão volta ao mundo em corrida com emissão zero

BBC

Carros elétricos darão volta ao mundo em corrida com emissão zero
Por dia, cada carro precisa percorrer no mínimo 500 quilômetros. [Imagem: ZeroRace]

Volta ao mundo em 80 dias

Um grupo de engenheiros dará início nesta segunda-feira a uma corrida de carros ao redor do mundo, todos movidos com veículos elétricos.

A energia consumida pelos carros ao longo do período será compensada com geração de eletricidade por fontes renováveis, fazendo com que a corrida tenha "emissão zero" de dióxido de carbono.

Os engenheiros correrão em quatro equipes diferentes, com chegada e partida na cidade suíça de Genebra.

Em 80 dias de corrida, eles planejam dar a volta ao mundo, passando por Berlim, Kiev, Moscou, Xangai, Los Angeles, Cidade do México, Lisboa e outras 150 cidades.

Ao longo do percurso de 30 mil quilômetros, os participantes vão promover coletivas de imprensa e eventos de conscientização sobre o meio ambiente.

Carro solar

O evento Zero Emissions Race foi idealizado pelo ambientalista e aventureiro suíço Louis Palmer, que em 2008 deu a volta ao mundo em um carro movido a energia solar. No projeto, batizado de SolarCar, Palmer percorreu 54 mil quilômetros durante 18 meses.

"Nós queremos mostrar que mobilidade elétrica e energias renováveis são uma solução para se ter uma vida ecologicamente equilibrada neste planeta", afirma Palmer.

Em novembro, os engenheiros passarão pela Cidade do México, onde será realizada uma conferência da ONU sobre mudanças climáticas.

Quatro equipes de países diferentes - Suíça, Coreia do Sul, Austrália e Alemanha - vão competir entre si.

Carros elétricos darão volta ao mundo em corrida com emissão zero
A corrida será vencida não por quem chegar antes, mas sim pela equipe que conseguir percorrer o caminho gastando menos energia. [Imagem: ZeroRace]

Cada uma desenvolveu um carro elétrico diferente. Os carros serão abastecidos com energia elétrica ao longo do caminho, em cada uma das paradas.

Compensação de emissões

Para reduzir as emissões a zero, cada equipe será responsável por gerar a mesma quantidade de energia elétrica consumida pelo veículo no seu próprio país usando apenas fontes renováveis, como energia solar, vento, ondas ou geotérmica. Essa energia é alimentada no sistema elétrico de cada um dos quatro países.

Um dos carros, o sul-coreano Yebbuyana, por exemplo, vai consumir 84,7 watts-hora por quilômetro. Para todo o percurso de 30 mil quilômetros, a equipe terá de gerar 2,54 megawatts-hora - que será produzido por painéis solares na região de Geon-nam, na Coreia do Sul.

Os carros, com capacidade para dois passageiros no mínimo, precisam ter capacidade de percorrer no mínimo 250 quilômetros a uma velocidade de 80 quilômetros por hora, antes de pararem para reabastecimento.

Por dia, cada carro precisa percorrer no mínimo 500 quilômetros.

A corrida será vencida não por quem chegar antes, mas sim pela equipe que conseguir percorrer o caminho gastando menos energia.

sábado, 7 de agosto de 2010

Painéis reconfiguráveis irão equipar carros no Brasil em até 3 anos


Motorista poderá escolher informações, alterar cores e até inserir fotos.
Alto custo atrasa aplicação da tecnologia, mesmo em países desenvolvidos.

Por Milene Rios Do G1


Daqui a dois ou três anos, estimam os especialistas, os veículos que circulam no Brasil poderão substituir o painel de instrumentos por um display de LCD reconfigurável. O motorista poderá mudar a apresentação gráfica e escolher as informações que quiser ver, como consumo de combustível, conta-giros, temperatura, tensão das baterias e o ângulo de inclinação (o velocímetro é obrigatório por lei). É possível escolher as cores de fundo, um desenho e até alterar a fonte das letras e dos números.


Software permite que motorista mude a cor de fundo do painel de intrumentos e escolha as informações que achar mais importantes
Software permite que motorista mude a cor de fundo do painel de intrumentos e
escolha as informações queachar mais importantes (Foto: Milene Rios/G1)

Essa tecnologia já equipa os modelos mais luxuosos e carros-conceito de algumas marcas, como da alemã BMW e das norte-americanas Ford e General Motors (Continental e Cadillac).


“Apesar de os quadros reconfiguráveis já estarem disponíveis há algum tempo lá fora, é uma tecnologia que ainda está crescendo na indústria mundial”, diz o gerente de engenharia de desenvolvimento na área de painéis de instrumentos da Continental, Iaran Gadotti. “Mas quando ela vingar, o Brasil não vai demorar para tê-la, pois o consumidor não se contenta mais com carros básicos. Essa distância tecnológica entre Brasil e o restante do mundo diminuiu muito.”


De acordo com Iaran, a Continental já está preparada para atender essa nova demanda no Brasil, com projetos já em fase final de desenvolvimento. Eles levam em conta os softwares, a instalação e o suporte. “Em função dos inúmeros recursos que oferece, essa tecnologia custa atualmente até três vezes mais do que o painel convencional, mas a tendência é que com a demanda, os preços abaixem gradativamente até chegar aos modelos de entrada”, diz Iaran.


A Magneti Marelli também tem um software pronto com quatro opções de configurações pré-definidas que podem ser escolhidas pelo motorista. A primeira traz indicações analógicas do velocímetro, do conta-giros, do relógio, do marcador de temperatura e do nível de combustível que podem estar disponíveis em um fundo azul (Classic Blue) ou vermelho (Classic Red).


Assista ao vídeo


Há ainda uma opção mais esportiva com velocímetro digital e conta-giros exponencial e uma off-road, que traz no lugar do conta-giros as informações de inclinação frontal e lateral do veículo. Em todas as configurações, as imagens captadas pela câmera instalada na porta traseira são reproduzidas do lado esquerdo do painel quando o motorista engata a marcha à ré.


“Agora estamos desenvolvendo um novo software que permitirá mudar o fundo do quadro com uma figura ou uma foto - como um desktop de computador -, terá mais opções de cores e irá interagir com o sistema GPS e com o aparelho celular”, diz o engenheiro de desenvolvimento da Magneti Marelli, Jean Lanssoni.


A Delphi já desenvolve esse tipo de tecnologia desde 1998 e, atualmente, tem softwares com mais de 200 opções de cores. “É uma tecnologia que a empresa domina, mas ainda é um investimento muito caro, pois exige a criação de um programa específico para cada montadora”, diz o diretor comercial da Delphi, Valdir de Souza. “Em contrapartida, as inúmeras possibilidades de configuração irão permitir que cada fabricante desenvolva seu quadro totalmente diferente das outras marcas.”


Apesar de ser semelhante a uma tela de computador ou de celular, a tecnologia empregada nos painéis de instrumentos reconfiguráveis é muito mais complexa, já que o dispositivo tem que ser resistente a altas temperaturas, vibrações e transmitir os dados em tempo real. “Por isso, o desenvolvimento não é tão simples, o que encarece o projeto e restringe a produção, mesmo nos países mais desenvolvidos”, afirma o diretor do comitê técnico da SAE Brasil, Ricardo Wetzel. “No Brasil a tecnologia está pronta, agora cabe às montadoras a decisão de adotar ou não em seus modelos.”

Lótus lança táxi movido a hidrogênio para Olimpíadas de 2012

Londres poderá ter os seus primeiros táxis com emissão zero, movidos a hidrogênio, circulando durante os Jogos Olímpicos de 2012.

Os táxis desenvolvidos pela Lotus, equipe britânica de Fórmula 1 e que também produz carros esporte, têm o chassis igual ao do atual Black Cab inglês e pesam as mesmas 2,6 toneladas.

Sua aceleração de 0 a 100 km/hora se dá em 15,5 segundos - lenta se comparada a maioria dos carros, mas sete segundos mais rápida do que um Black Cab comum. Sua velocidade máxima é de 128 km/h.

Visto de fora, ele parece um táxi comum, mas as rodas traseiras são movidas por dois motores elétricos movidos por uma bateria de polímero de lítio - apesar de não ser um carro elétrico no sentido convencional.

Híbrido elétrico-hidrogênio

A principal fonte de energia do carro são células de combustível que convertem energia de hidrogênio - armazenado em um tanque sob o capô do carro - em eletricidade.

Os motores elétricos podem ser movidos pelo sistema de células de combustível, ou por bateria, ou por uma combinação dos dois.

A bateria do carro é alimentada cada vez que o veículo é freado, tanto pelo excesso de eletricidade criado pelas células de combustível, como pela energia cinética capturada durante a frenagem e enviada para os motores elétricos.

Com as duas diferentes fontes de energia, o carro poderia ser considerado híbrido, apesar de que, normalmente, o termo veículo híbrido se refira a carros movidos a gasolina e eletricidade.

Carro com emissão zero

O objetivo do projeto é criar um carro com emissões zero. O táxi não tem cano de escapamento, porque só emite vapor d'água.

Mas isso não quer dizer que se trate de um carro ecológico, já que o processo de produção do hidrogênio - que quebra a água em moléculas de oxigênio e hidrogênio - é um processo que exige muita energia e normalmente é feito a partir do gás natural, um combustível considerado fóssil e não-renovável.



Quando o processo é feito com a ajuda de fontes de energia renováveis, como turbinas de vento, o carro é ecológico, mas na prática, o mais provável é que o hidrogênio seja produzido com o uso de combustíveis fósseis, como o gás.

Ferramenta de marketing

No caso dos táxis londrinos, eles serão abastecidos com hidrogênio gasoso, e o tanque pode ser cheio em cinco minutos.

Segundo a empresa, um tanque cheio de hidrogênio daria ao veículo a mesma autonomia que um tanque de gasolina, entre 250 km e 400 km - uma informação altamente questionável, já que nenhum outro experimento sequer se aproxima disso.

Apenas alguns táxis movidos a hidrogênio serão lançados para os Jogos Olímpicos de 2012. Até lá, deverá haver seis postos de abastecimento de hidrogênio na cidade e pelo menos cinco ônibus movidos a hidrogênio em circulação.

Na verdade parece ser mais de uma ferramenta de marketing, o que é negado por Kells, que afirma que o projeto oferece uma "uma solução tangível, real para 2020".

Para os engenheiros da Lotus, acostumados a trabalhar com carros de estrutura bem mais leve, este é apenas o começo. Eles esperam conseguir que o projeto avance para que sejam desenvolvidos táxis mais leves e eficientes no futuro.

Fonte: BBC

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Uma visita ao maior túnel de vento automotivo do mundo



Nos últimos trinta anos, engenheiros do Laboratório de Aerodinâmica da GM têm melhorado a economia de combustível em automóveis com isto, o maior túnel de vento do mundo projetado para aplicações automotivas. Nesta semana, aniversário de 30 anos do túnel, vamos dar uma olhada em como ele é por dentro.

Posto em funcionamento em agosto de 1980, o túnel de vento é o maior do seu tipo dedicado para a indústria automotiva. Mas não é só um título pomposo. Nas últimas três décadas, graças ao túnel de vento, engenheiros conseguiram cortar o coeficiente aerodinâmico dos carros da GM em cerca de 25%.

Para ilustrar os benefícios, a GM afirma que os avanços obtidos, sem nenhuma outra alteração, resultaram em uma melhoria combinada de cerca de 0,85 a 1,3 km/l. É o equivalente a uma economia anual de 340 a 1400 reais com a gasolina a 2,75 o litro (preço médio em Brasília).

“Há três formas para se melhorar a economia de combustível – reduzir o peso do veículo, aumentar a eficiência do motor e melhorar a aerodinâmica”, disse Charlie Klein, diretor da GM para Massa, Energia e Aerodinâmica. “Dos três, a aerodinâmica é normalmente a que apresenta o melhor custo-benefício para melhorar a eficiência”. Também tem o efeito infeliz de fazer um sedã se parecer com um ovo cortado ao meio.

Isso se deve ao fato de que é geralmente o formato mais aerodinâmico para um quatro portas. Aerodinâmica é o gerenciamento eficiente do fluxo de ar – medido como arrasto – trabalhando contra o veículo. O fluxo de ar em volta do veículo afeta a aceleração, estabilidade, refrigeração, conforto, visibilidade e especialmente a eficiência energética (combustível). Sendo o EPA (Agência de Proteção Ambiental dos EUA), a resistência do ar influi em 13% no consumo de combustível. Para SUVs, o efeito é ainda maior, por volta de 22% do combustível utilizado. O que faz sentido – já que geralmente têm o formato de tijolos.

Nós não somos os únicos a brincar no túnel de vento da GM nesta semana. A Fox Business mandou um pobre coitado para o túnel e ligou o ventilador para soprar ventos de 200 km/h. Esse é o resultado da brincadeira:

http://video.foxnews.com/v/4302249/fox-business-network-braves-gms-wind-tunnel

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Protótipo elétrico EN-V circula em Xangai

A iluminada Xangai, na China, ganhou ar ainda mais futurista após um teste de 10 minutos da General Motors. A fabricante norte-americana colocou para rodar o protótipo elétrico EN-V (Electric Networked-Vehicle), até então, apresentado somente no Salão de Xangai, em março.

O protótipo passeou pela principal via da cidade que é o centro econômico chinês, a Huaihai Road. É a primeira vez que o carro vai às ruas. Ele é desenvolvido com a fabricante chinesa Saic, com quem a General Motors tem uma joint-venture no país.

O objetivo da GM com o carrinho para duas pessoas é reinventar o conceito de mobilidade urbana. A GM prevê que o veículo chegue às ruas em 2030 e custará menos do que um carro pequeno.

Além do design e do espaço para duas pessoas, o modelo inova pela tecnologia que oferece como solução para problemas das grandes metrópoles. Entre os itens de conforto e segurança estão abertura de porta automática, estrutura para interatividade com smart phones, GPS que avisa onde há congestionamento, sistema de prevenção de colisões com detector de objetos e sistema automático para estacionar o carro.

O conceito traz ainda a opção de "condução autônoma", que dispensa a ação do motorista graças a um elaborado sistema de navegação GPS, mapas digitais, sensores de veículos, câmeras e outros dispositivos. Segundo a fabricante, os equipamentos eletrônicos são mais eficazes que os motoristas na prevenção de acidentes.

O EN-V pesa 500 kg e mede ,5 m de altura e 1,5 m de largura e pode alcançar até 40 km/h.