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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Italianos criam cimento transparente

Veja

Um prédio já foi construído com a mistura e o segundo será inaugurado neste mês, na Taliândia

cimento transparente - O prédio da Expo em Xangai do ano passado é o único construído com o material até hoje.
O prédio da Expo em Xangai do ano passado é o único construído com o material até hoje.
(Divulgação / Italcementi)

Uma empresa italiana lançou um prédio verde que, na verdade, é transparente. Arquitetos da Italcementi desenvolveram um cimento transparente que permite mais entrada de luz no edifício, diminuindo o gasto com energia.

O único prédio construído com o material, batizado de i.light, hoje, é o pavilhão italiano de uma exposição em Xangai, na China, realizada ano passado. A construção usou o cimento em cerca de 40% de sua composição. Mas a empresa impulsionou o projeto com parcerias pelo mundo e já anunciou a próxima edificação a empregar o material: o prédio da embaixada italiana em Bangcoc, na Tailândia, cuja inauguração está prevista para este mês.

Divulgação / Italcementi

cimento transparente

O i.light confere 20% de transparência às paredes de um edifício.

Como funciona – O conceito do i.light é relativamente simples. As paredes do prédio são erguidas com painéis que contêm minúsculos orifícios, espaçados entre dois e três milímetros. Essas aberturas permitem a entrada de luz sem comprometer a integridade da estrutura – ou pelo menos assim o promete a empresa.

Cada painel tem uma matriz de resinas plásticas que confere aparência esburacada à mistura de cimento. À distância, a impressão é a de uma parede de concreto tradicional.

Sua transparência é de cerca de 20%, garantida por mais ou menos 50 furos por painel. Em dias de sol, a estrutura poderia economizar a energia elétrica da iluminação, além de permitir melhor circulação do ar.

Carro-conceito usa motocicletas como rodas traseiras

Depois da Roda




Que tal passear por aí a bordo de um carro de linhas agressivas e, de quebra, levar junto duas motos elétricas sem precisar de reboque? O designer Bobin Kil imaginou um carro assim.
O compacto Light Weight Concept oferece lugar para duas pessoas e usa duas motocicletas futuristas de um pneu só como rodas traseiras. As duas motos, inspiradas no Segway, podem ser removidas do carro e usadas de forma independente.



Para liberar as motos, basta abrir a tampa traseira, remover o para-choque e acionar o dispositivo que levanta a traseira do carro do solo. Em seguida, as duas motos estão prontas para o uso.



O Light Weight Concept conta com painéis solares para a captação de energia integrados ao teto. Além disso, segundo o designer, o projeto prevê o uso de materiais mais leves e resistentes na estrutura do veículo.

Para ver mais fotos do conceito no site do designer, basta clicar aqui.

sábado, 4 de setembro de 2010

O naufrágio do Kursk

WET - Wreck Expedition Team

O gigante de 154 m de comprimento, 18 de boca, 9 de altura e deslocamento de 18 mil a 23 mil toneladas tinha dois reatores nucleares e podia mergulhar até 600 metros de profundidade. Construído em 1992, foi comissionado em setembro de 1994. Pouco mais de dois anos depois, a investigação do acidente que matou seus 118 tripulantes encerrou-se com uma conclusão: a explosão de um torpedo, abastecido com um instável combustível experimental, segundo alguns especialistas, ou defeituoso, segundo outros, detonou a munição a bordo, com exceção de 22 mísseis balísticos Granit.



O Kursk, antes do acidente

O resultado derrubou a hipótese de um choque acidental com um submarino espião americano, nunca comprovada, cujo suposto sinal de SOS teria sido captado na hora do desastre. Outra tese acabou também descartada: a de que a embarcação afundou por "fogo amigo", atingida por um míssil de um encouraçado nas manobras que participava. Fosse qual fosse o motivo, o destino dos 23 homens no compartimento 9 estava selado. Mas seus cadáveres dariam contornos reais à tragédia a bordo de um gigante inerte nas profundezas geladas do Oceano Ártico.

Aos 21 anos de idade, o tenente Dimitri Kolesnikov era o oficial mais graduado no grupo. Seguindo treinamento recebido na base Fyodor Smuglin, no porto de Murmansk, ele assumiu o comando logo após a última explosão, exatos 135 segundos depois da primeira. Gravações recuperadas dos oscilógrafos de bordo - instrumentos que mostram os movimentos do casco - indicaram terem sido cinco detonações, sendo que em algumas, vários torpedos explodiram juntos. Os fatos restantes emergiram dos escombros e das autópsias realizadas depois que mergulhadores noruegueses e ingleses retiraram os primeiros 12 dos 57 corpos recuperados.



Local do acidente



Danos na estrutura

Missão [im]possível?

Na superfície, a operação de resgate patinava num mar implacável e no caos provocado no governo russo pelo acidente. Descobriu-se, tardiamente, que não havia nenhum mini-submarino capacitado para um resgate dessa natureza. O equipamento, emprestado, demorou a chegar e o mau tempo impediu que fosse descido logo. Não bastasse, a tormenta atrasou a missão dos mergulhadores e aumentou os riscos.



Mergulhadores noruegueses em resgate

Ainda assim, havia esperança até se perceber que a escotilha de emergência do submarino se abriu para um compartimento já alagado. Um mês depois do naufrágio, o alto-comando russo abortou a missão. Resgatariam apenas corpos em áreas acessíveis. O almirante Kuroyedov, em um encontro com o presidente Putin, recebeu a incumbência de tirar o Kursk do fundo. Pressionado pelas famílias dos tripulantes - que criticavam a lentidão do resgate -, por governos vizinhos preocupados com possíveis vazamentos de radiação dos reatores e ainda por militares receosos que segredos estratégicos pudessem ser perdidos, o presidente determinou que a ação fosse feita a qualquer preço - em um ano a partir daquela data.



Tamanho do Kursk, comparado a outros meios de transporte

Faltava tirar o submarino do fundo para recuperar os outros corpos. Um desafio que envolveu empresas de offshore do Mar do Norte. O polêmico projeto foi desenvolvido pela holandesa Mammoet Transport BV, especializada em transporte pesado, auxiliada por três gigantes do setor, Heerema, Smit Tak - que fabricou a serra gigante - e Halliburton. A operação consistia em quatro fases: a separação, por meio de lâminas elétricas, da seção de proa do submarino; a perfuração de 26 pontos na estrutura dorsal do Kursk; o içamento; e o reboque submerso.



Abertura da escotilha de emergência

A escala dos equipamentos foi fora do normal. Só os dois macacos hidráulicos usados para movimentar a serra submarina mediam 13 metros cada um. Foram seis dias apenas para cravá-los na posição correta, dos dois lados do casco. A operação com a serra foi treinada várias vezes pelos mergulhadores noruegueses em outro submarino da mesma classe, o Oryol, no Porto de Murmansk. Enquanto isso, a Mammoet preparava a peça-chave do processo: uma gigantesca chata, a Giant 4, com 36 metros de altura e 114 de comprimento, foi montada em Amsterdã a partir de quatro similares menores. Ela recebeu, longitudinalmente, 24 elevadores hidráulicos de grande capacidade. Em cada um, foi passado um cabo de aço de alta resistência.



Diagrama do submarino, e local de refúgio dos sobreviventes

Após o corte, trabalho que demorou uma semana, os mergulhadores iniciaram o segundo estágio, perfurando o casco do Kursk para a fixação dos cabos. Cada um mereceu uma tensão específica em função de sua posição na estrutura, pois o que restara do submarino estava ligeiramente adernado. Esta parte do trabalho demorou mais tempo que o previsto. Foi encerrada no fim de agosto de 2001 e contribuiu para o atraso no cronograma. Com mar ruim, os mergulhadores não podiam descer.



Plano de resgate - trabalho hercúleo

Feitos os furos, aguardou-se a chegada da Giant 4. Puxada por dois rebocadores, a chata levou 12 dias para sair de Kirkeness, na Noruega, e alcançar o ponto do resgate. Um a um, os cabos de aço foram sendo descidos e afixados no Kursk. Então, pouco depois da meia noite de um domingo, exatos 14 meses depois do naufrágio, os elevadores começaram a içar, a dez metros por hora, o que restava do submarino. Às 11 horas, veio um alerta de tempestade se formando. No momento mais crítico de toda a ação, foi dada a ordem para que os rebocadores puxassem a Giant 4 com o Kursk ainda a 40 metros de profundidade. Havia risco de os cabos se partirem pela pressão. A chata e sua carga demorariam 36 horas para vencer os 120 km até o Porto de Roslyakovo.

O saldo da complexa operação foi positivo. Custou US$ 130 milhões e durou 88 dias, 24 a mais que o previsto, mas o submarino chegou suficientemente inteiro à doca para ser periciado e permitir a retirada dos corpos. Não houve vazamento de radiação dos reatores, que se desligaram automaticamente na hora do desastre. Os 22 mísseis balísticos Granit, cada um com 600 kg de TNT na ogiva, puderam ser desativados sem que fosse preciso cortar os silos onde se aninhavam - oito de cada lado e outros seis perto da torre. Como parte do programa de desativação de armas lançado em 1997 pelo Congresso dos Estados Unidos, os últimos sete mísseis do Kursk foram destruídos entre os dias 15 de outubro e 5 de novembro do ano passado, em uma operação que consumiu sete toneladas de explosivos.
Para reparar a perda, o Kremlin ofereceu para cada família US$ 20 mil e pensão vitalícia

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Esquecer o Farol Alto? Nunca mais!


É isso aí. Para aqueles motoristas esquecidinhos (quem nunca fez isso) que deixa sempre o farol alto acesso e acaba atrapalhando outros motoristas, chegou o COMMUTER. Esse sistema desenvolvido por três estudiosos, entre eles Dovany Nonato, promete trocar o facho dos faróis dos automóveis automaticamente.


Estudos mostram que a visão ofuscada pelo farol alto demora até sete segundos para ser recuperada, tempo em que um veículo a 80km/h percore 155 metros, o suficiente para causar um grave acidente. Pensando nisso, os pesquisadores explicam a importância do sistema. Seu funcionamento não é muito complicado de se entender. O COMMUTER é acionado automaticamente quando o farol alto do veículo é ligado. Dessa forma, a partir de sensores, o sistema identifica a presença de um carro vindo no sentido oposto e assim, diminui a incidência de luz contra esse veículo. E após o cruzamento, volta a aumentar a incidência de luz ao verificar a ausência de carros à sua frente.


O COMMUTER demorou cinco anos para ser desenvolvido e já foi homologado pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Bicicleta gera energia para mobile

Faça trilhas, longos percursos e continue conectado com o mundo.



PedalPower + é uma inovação que permite que os ciclistas recarregarem seus telefones celulares, GPS e outros dispositivos pequenos em um processo seguro a partir de um dínamo de bicicleta.

Antigamente o dínamo de bicicleta foi usado para iluminação do farol. Agora poderá telefonar, usar o GPS, escutar música, fotografar… Sua bicicleta se encarregará de gerar energia para carregar seus dispositivos móveis!

Serve perfeitamente para pequenos dispositivos que exigem 5v até 600mA, entrada DC para recarregá-las. Aparelhos como o GPS, telefones celulares, pilhas AA e AAA, câmeras digitais, MP3, iPod e iPhone, só para citar alguns.

Tecnologia a serviço da vida de forma sustentável!

Fonte: likecool e copycatsolar

quinta-feira, 8 de julho de 2010

ThermaHelm: capacete resfria cabeça de motoqueiro em caso de acidente

Aqui está uma ideia bastante simples que pode salvar muitas vidas: um capacete de moto que esfria a cabeça do motociclista se sofrer algum impacto. De acordo com o fabricante, o novo ThermaHelm evita superaquecimento e inchaço do cérebro.

Eles também afirmam que ocorrem ferimentos na cabeça em 80% de todos os acidentes com moto. Quando isso acontece, o cérebro geralmente começa a inchar. Os capacetes tradicionais agem como isolante térmico, e a temperatura do cérebro pode aumentar até o ponto em que pode causar morte ou dano permanente. O ThermaHelm evita isso ao disparar uma reação química quando ocorre impacto, o que ativa uma camada que resfria a cabeça do motoqueiro.

Veja simulação:


Fonte: ThermaHelm

Nissan desenvolve tinta anti-risco


Riscos? Nunca mais!

A Nissan, há algum tempo, tem utilizado em seus carros uma tinta antirisco chamada Scratch Shield. Agora tem novidades! A empresa autorizou o uso do produto à operadora de telefonia celular japonesa NTT DoCoMo. Agora nem os celulares terão riscos.

O mais interessante é que a tinta se repara sozinha. Esse produto foi desenvolvido pela Nissan em parceria com a Universidade de Tóquio e a empresa Advanced Softmaterials. Ela vem sendo aplicada em algumas versões Infiniti – carros de luxo da marca – e também em alguns modelos da Nissan.

Apesar de cara, é muito eficaz. A tinta é capaz de se renovar em caso de arranhões pequenos em menos de 24 horas e, para arranhões maiores e mais profundos, em até uma semana. Segundo o fabricante, ela é mais resistente que as tintas antirrisco tradicionais, o que colabora para que as camadas aplicadas ao produto sejam mais duradouras.